CAROS COLEGAR QUE ACOMPANHAM ESTE BLOG,
NOSSA COLEGA PROF COORD DA EE ALBERTO KENWORTHY,
TEM UM BLOG MUITO INTERESSANTE COM PUBLICAÇÕES
DE TEXTOS E OUTRAS INFORMAÇÕES QUE PODEM AJUDAR A OUTROS COLEGAS,
ALÉM DISSO, A TROCA DE IDÉIAS ENTRE PROF COORDENADORES É
FUNDAMENTAL PARA QUE POSSAMOS CONSTRUIR UMA EDUCAÇÃO MAIS HUMANA
E MEDIADA PELA ÉTICA E RESPEITO MÚTUO E A NOSSA COLEGA EM QUESTÃO
TEM UMA EXPERIÊNCIA BOA QUE PODE CONTRIBUIR MUITO PARA PROFESSORES
E OUTROS COORDENADORES.
VALE A VISITA AO BLOG DA ESCOLA DELA:
http://pcsalbertokenworthy.blogspot.com/
E COMECEM A INTERAGIR, LEMBREM-SE QUE ESTE ESPAÇO É NOSSO
O Fólio-scópio é um espaço agregador para registros diversos, discussão, reflexão e troca de informações entre educadores. Nossa proposta é oferecer formação continuada via WEB, orientando o professor a usar ferramentas interativas e novas metodologias de ensino. Este é o espaço para as escolas da Diretoria de Ensino de Carapicuíba, trocarem, se comunicarem e aprenderem juntas.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
DOCUMENTÁRIO REALIZADO COM PROFESSORES COORDENADORES DE CARAPICUÍBA E COTIA - SOB ORIENTAÇÃO DO PROFESSOR WAGNER DIAS DA EE ROQUE CELESTINO PIRES
ESTA FOI A PRODUÇÃO REALIZADA SOBRE COMO MONTAR DOCUMENTÁRIOS NA ESCOLA, TIVEMOS A GRATA SURPRESA DE CONHECER O TRABALHO DE ESCOLAS QUE JÁ REALIZAM DOCUMENTÁRIOS COM ALUNOS E PROFESSORES EM SUAS UNIDADES ESCOLARES, NESTA OCASIÃO TIVEMOS A ORIENTAÇÃO DO PROFESSOR WAGNER DIAS QUE REALIZOU ESTE PEQUENO DOCUMENTÁRIO DURANTE A REUNIÃO ABORADANDO AS TÉCNICAS DE VÍDEO E O QUE SE PODE FAZER NAS ESCOLAS COM OS RECURSOS QUE NÓS TEMOS, VEJAM O RESULTADO - FICOU MUITO BOM...
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
ORIENTAÇÃO SOBRE AS POSTAGENS
COLEGAS AO ACOMPANHAR O DESENVOLVIMENTO DESTE PROJETO DE BLOS PEDAGÓGICOS POSSO RELATAR QUE AVANÇAMOS MUITO, PORÉM ALGUNS ITENS DEVEM SER RESSALTADOS PARA QUE AS POSTAGENS TENHAM MAIS CLAREZA E POSSAM SER COMPREENDIDAS E APRECIADAS POR UM NÚMERO MAIOR DE INTERLOCUTORES.
AS ESCOLAS QUE PARTICIPAM DESTE ESPAÇO DEMOSNTRAM QUE É POSSÍVEL SAIR DA INÉRCIA E FAZER AS COISAS ACONTECEREM ALÉM DO SENSO COMUM, DA SALIVA, DA LOUSA E DO GIZ.
PRECISAMOS NOS DAR CONTA QUE ESTAMOS COMEÇANDO A UTILIZAR NOVAS FERRAMENTAS E O QUE A ESCOLA PRODUZ NOS BLOGS É FRUTO DESTE INÍCIO, DE TROCA DE PASSADAS E ÁS VEZES DE TROPEÇO, CADA UM DE NÓS APRENDEU MUITO, ANTES UTILIZÁVAMOS APENAS PORTFÓLIOS EM PASTAS TAMANHO A4, AGORA TEMOS ESTA POSSIBILIDADE DE APRESENTAR NOSSA ESCOLA E A DIRETORIA AO MUNDO.
ASSIM, PENSAMOS EM ALGUMAS INFORMAÇÕES SOBRE AS POSTAGENS, QUEM TIVER MAIS SUGESTÕES RESPONDA A ESTA MENSAGEM.
1º AO PUBLICAR FOTOS NÃO ESQUEÇAM AS LEGENDAS E OS TEXTOS EXPLICATIVOS, TEMOS FOTOS MARAVILHOSAS DO TRABALHO DOCENTE E EM ALGUNS CASOS FALTA O TEXTO PARA ESCLARECER MELHOR COMO FORAM DESENVOLVIDAS AS PROPOSTAS;
2º AS CORES DO BLOG DEVEM SER CLARAS E A COR DAS LETRAS NUM TOM MAIS ESCURO PARA FACILITAR A LEITURA, BASTA VERIFICAR EM CONFIUGURAÇÕES E LAY OUT NO PRÓPRIO BLOG, QUALUQER DÚVIDA ENTREM EM CONTATO, EVITEM CORES FORTES E MUITO ESCURAS, LETRAS MUITO PEQUENAS OU QUE DIFICULTEM A LEITURA - O OBJETIVO DO BLOG É APRESENTAR O SEU TRABALHO E O DA SUA ESCOLA - ASSIM ELABORE MAIS AS POSTAGENS;
3º QUALIDADE DAS FOTOS PROCURE POSTAR POUCAS FOTOS E BEM NÍTIDAS - ASSIM VOCÊ GARANTE UMA LEITURA MELHOR - PENSE SEMPRE EM QUEM VAI LER O SEU BLOG;
4º QUALIDADE DAS POSTAGENS - VALE RESSALTAR QUE ESTE É UM ESPAÇO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES ON LINE, E DEVE SER USADO PARA A DISCUSSÃO DA PRÁTICA PEDAGÓGICA,UM POSTAGEM DEVE SER PENSADA E ELABORADA PELA EQUIPE COMO FORMA DE AJUDAR A UM OUTRO COLEGA A RESOLVER UM PROBLEMA DE SUA PRÁTICA, POR EXEMPLO PUBLIQUEM SUGESTÕES DE HTPC, OU TEMAS TRANVERSAIS QUE SÃO DE INTERESSE DE TODOS, A SUA QUESTÃO PODERÁ COLABORAR COM UMA OUTRA EQUIPE DE OUTRA CIDADE E DIRETORIA,
5º MAIS DO QUE PUBLICAR O TRABLAHO DOS ALUNOS ESCLAREÇA E MUITO COMO O TRABALHO FOI REALIZADO, QUEM FOI O PROFESSOR, VALORIZE ESTE PROFESSOR E OS ALUNOS, ESCREVA COMO FOI A PROPOSTA, OS PROBLEMAS QUE APARECERAM E AS SOLUÇÕES ENCONTRADAS;
6º ABRA ESPAÇO PARA A COMUNIDADE ESCOLAR - ORIENTE AS PUBLICAÇÕES PARA QUE ELAS NÃO SE TORNEM VAZIAS - PUBLICAR UMA INFORMAÇÃO QUE ESTÁ CIRCULANDO NA MÍDIA EM GRANDE ESCALA PODE NÃO SURTIR EFEITO NENHUM - LEMBRE-SE DISCUSSÃO PEDAGÓGICA - interessa mais saber como a escola está enfrentando determinado problema do que publicar um texto que foi massivamente exposto na mídia;
DESSA MANEIRA, TENCIONAMOS COLABORAR PARA A QUALIDADE DAS POSTAGENS E PARA QUE O TRABALHO DE VOCÊS FIQUE CADA VEZ MELHOR.
PCOP DE ARTE - ANTONIO CAFFI
AS ESCOLAS QUE PARTICIPAM DESTE ESPAÇO DEMOSNTRAM QUE É POSSÍVEL SAIR DA INÉRCIA E FAZER AS COISAS ACONTECEREM ALÉM DO SENSO COMUM, DA SALIVA, DA LOUSA E DO GIZ.
PRECISAMOS NOS DAR CONTA QUE ESTAMOS COMEÇANDO A UTILIZAR NOVAS FERRAMENTAS E O QUE A ESCOLA PRODUZ NOS BLOGS É FRUTO DESTE INÍCIO, DE TROCA DE PASSADAS E ÁS VEZES DE TROPEÇO, CADA UM DE NÓS APRENDEU MUITO, ANTES UTILIZÁVAMOS APENAS PORTFÓLIOS EM PASTAS TAMANHO A4, AGORA TEMOS ESTA POSSIBILIDADE DE APRESENTAR NOSSA ESCOLA E A DIRETORIA AO MUNDO.
ASSIM, PENSAMOS EM ALGUMAS INFORMAÇÕES SOBRE AS POSTAGENS, QUEM TIVER MAIS SUGESTÕES RESPONDA A ESTA MENSAGEM.
1º AO PUBLICAR FOTOS NÃO ESQUEÇAM AS LEGENDAS E OS TEXTOS EXPLICATIVOS, TEMOS FOTOS MARAVILHOSAS DO TRABALHO DOCENTE E EM ALGUNS CASOS FALTA O TEXTO PARA ESCLARECER MELHOR COMO FORAM DESENVOLVIDAS AS PROPOSTAS;
2º AS CORES DO BLOG DEVEM SER CLARAS E A COR DAS LETRAS NUM TOM MAIS ESCURO PARA FACILITAR A LEITURA, BASTA VERIFICAR EM CONFIUGURAÇÕES E LAY OUT NO PRÓPRIO BLOG, QUALUQER DÚVIDA ENTREM EM CONTATO, EVITEM CORES FORTES E MUITO ESCURAS, LETRAS MUITO PEQUENAS OU QUE DIFICULTEM A LEITURA - O OBJETIVO DO BLOG É APRESENTAR O SEU TRABALHO E O DA SUA ESCOLA - ASSIM ELABORE MAIS AS POSTAGENS;
3º QUALIDADE DAS FOTOS PROCURE POSTAR POUCAS FOTOS E BEM NÍTIDAS - ASSIM VOCÊ GARANTE UMA LEITURA MELHOR - PENSE SEMPRE EM QUEM VAI LER O SEU BLOG;
4º QUALIDADE DAS POSTAGENS - VALE RESSALTAR QUE ESTE É UM ESPAÇO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES ON LINE, E DEVE SER USADO PARA A DISCUSSÃO DA PRÁTICA PEDAGÓGICA,UM POSTAGEM DEVE SER PENSADA E ELABORADA PELA EQUIPE COMO FORMA DE AJUDAR A UM OUTRO COLEGA A RESOLVER UM PROBLEMA DE SUA PRÁTICA, POR EXEMPLO PUBLIQUEM SUGESTÕES DE HTPC, OU TEMAS TRANVERSAIS QUE SÃO DE INTERESSE DE TODOS, A SUA QUESTÃO PODERÁ COLABORAR COM UMA OUTRA EQUIPE DE OUTRA CIDADE E DIRETORIA,
5º MAIS DO QUE PUBLICAR O TRABLAHO DOS ALUNOS ESCLAREÇA E MUITO COMO O TRABALHO FOI REALIZADO, QUEM FOI O PROFESSOR, VALORIZE ESTE PROFESSOR E OS ALUNOS, ESCREVA COMO FOI A PROPOSTA, OS PROBLEMAS QUE APARECERAM E AS SOLUÇÕES ENCONTRADAS;
6º ABRA ESPAÇO PARA A COMUNIDADE ESCOLAR - ORIENTE AS PUBLICAÇÕES PARA QUE ELAS NÃO SE TORNEM VAZIAS - PUBLICAR UMA INFORMAÇÃO QUE ESTÁ CIRCULANDO NA MÍDIA EM GRANDE ESCALA PODE NÃO SURTIR EFEITO NENHUM - LEMBRE-SE DISCUSSÃO PEDAGÓGICA - interessa mais saber como a escola está enfrentando determinado problema do que publicar um texto que foi massivamente exposto na mídia;
DESSA MANEIRA, TENCIONAMOS COLABORAR PARA A QUALIDADE DAS POSTAGENS E PARA QUE O TRABALHO DE VOCÊS FIQUE CADA VEZ MELHOR.
PCOP DE ARTE - ANTONIO CAFFI
PROJETO CINE CLUBE
ATENÇÃO COLEGAS EM SETEMBRO ESTAREMOS LANÇANDO O PROJETO CINE CLUBE PARA TODAS AS NOSSAS ESCOLAS INTERESSADAS EM MONTAR UM CINE CLUBE EM SUA COMUNIDADE AGUARDEM NOVAS NOTÍCIAS.
ANTONIO CAFFI
ANTONIO CAFFI
sábado, 4 de julho de 2009
novas sugestões de pauta para HTPC
CAROS PROFESSORES COORDENADORES E PROFESSORES ESTAMOS A UM MÊS SEM PUBLICAÇÕES
NO BLOG OFICIAL DA DIRETORIA DE ENSINO DE CARAPICUÍBA, NÃO FOI POR FALTA DE TEMPO OU
QUALQUER OUTRA COISA. O FINAL DE SEMESTRE COMO TODOS SABEMOS É MUITO COMPLICADO
PARA OS PROFESSORES COORDENADORES E PROFESSORES EM GERAL,FECHAMENTO DE DIÁRIO DE CLASSE, FESTA JUNINA E PROJETOS DA ESCOLA. ASSIM, OPTAMOS POR NÃO POSTAR, JÁ QUE OS INTERESSES ESTAVAM VOLTADOS PARA OUTRO FOCO E FICARIAM AQUI SEM SEREM UTILIZADOS E PODERIAM SER ESQUECIDOS. EM AGOSTO VOLTAREMOS A PUBLICAÇÕES SEMANAIS COM A DISICUSSÃO PEDAGÓGICA, SE TODOS PENSARMOS O ÚNICO ESPAÇO QUE TEMOS PARA DISCUTIR PROBLEMAS PEDAGÓGICOS É ESTE, EM NENHUM OUTRO ESPAÇO TEMOS A CHANCE DE PENSAR NO PEDAGÓGICO. TEMOS QUE ENTENDER QUE A EDUCAÇÃO NÃO É FORMADA APENAS POR LEGISLAÇÃO OU DETERMINAÇÕES, É MUITO MAIS PELA RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO,PROFESSOR-PROFESSOR E ESCOLA-COMUNIDADE.PRECISAMOS QUE A LEI E A SECRETARIA DA EDUCAÇÃO FUNCIONEM BEM COM TODOS OS SEUS INTERESSES E ESFORÇOS VOLTADOS PARA A FORMAÇÃO HUMANA PAUTADA PELO COGNITIVO E O SENSÍVEL PARA QUE O PEDAGÓGICO E O LADO HUMANO FUNCIONEM E SE FORTALEÇAM. PORTANTO, NÃO PODEREMOS NUNCA PAUTAR TODAS AS RELAÇÕES DA DOCÊNCIA POR LEIS E DETERMINAÇÕES, SOB O RISCO DE EMPOBRECER O CONHECIMENTO E FAZER COM QUE
TODO O RESTO PERCA O SENTIDO E O SIGNIFICADO.
pcop de Arte Antonio Caffi
NO BLOG OFICIAL DA DIRETORIA DE ENSINO DE CARAPICUÍBA, NÃO FOI POR FALTA DE TEMPO OU
QUALQUER OUTRA COISA. O FINAL DE SEMESTRE COMO TODOS SABEMOS É MUITO COMPLICADO
PARA OS PROFESSORES COORDENADORES E PROFESSORES EM GERAL,FECHAMENTO DE DIÁRIO DE CLASSE, FESTA JUNINA E PROJETOS DA ESCOLA. ASSIM, OPTAMOS POR NÃO POSTAR, JÁ QUE OS INTERESSES ESTAVAM VOLTADOS PARA OUTRO FOCO E FICARIAM AQUI SEM SEREM UTILIZADOS E PODERIAM SER ESQUECIDOS. EM AGOSTO VOLTAREMOS A PUBLICAÇÕES SEMANAIS COM A DISICUSSÃO PEDAGÓGICA, SE TODOS PENSARMOS O ÚNICO ESPAÇO QUE TEMOS PARA DISCUTIR PROBLEMAS PEDAGÓGICOS É ESTE, EM NENHUM OUTRO ESPAÇO TEMOS A CHANCE DE PENSAR NO PEDAGÓGICO. TEMOS QUE ENTENDER QUE A EDUCAÇÃO NÃO É FORMADA APENAS POR LEGISLAÇÃO OU DETERMINAÇÕES, É MUITO MAIS PELA RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO,PROFESSOR-PROFESSOR E ESCOLA-COMUNIDADE.PRECISAMOS QUE A LEI E A SECRETARIA DA EDUCAÇÃO FUNCIONEM BEM COM TODOS OS SEUS INTERESSES E ESFORÇOS VOLTADOS PARA A FORMAÇÃO HUMANA PAUTADA PELO COGNITIVO E O SENSÍVEL PARA QUE O PEDAGÓGICO E O LADO HUMANO FUNCIONEM E SE FORTALEÇAM. PORTANTO, NÃO PODEREMOS NUNCA PAUTAR TODAS AS RELAÇÕES DA DOCÊNCIA POR LEIS E DETERMINAÇÕES, SOB O RISCO DE EMPOBRECER O CONHECIMENTO E FAZER COM QUE
TODO O RESTO PERCA O SENTIDO E O SIGNIFICADO.
pcop de Arte Antonio Caffi
sexta-feira, 29 de maio de 2009
TEXTO COMO SUGESTÃO PARA O HTPC
COLEGAS SEGUE ABAIXO UM TEXTO SOBRE A RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO, A NOSSA
SUGESTÃO É A SEGINTE VOCÊ PODERÁ TRABALHAR COM DOIS TEXTOS, O DA POSTAGEM ANTERIOR
E ESTE, PODERÁ COMPARÁ-LOS E DISCUTIR COM OS PROFESSORES SOBRE AS EXPERIÊNCIAS DELES SOBRE A RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO, LEMBRANDO QUE ESTA RELAÇÃO É PAUTADA POR DIVERSOS VETORES SOCIAIS, CULTURAIS, POLÍTICOS E EDUCACIONAIS. ALÉM DISSO, QUANDO SE FALA EM RELAÇAO PROFESSOR-ALUNO O PRIMEIRO PENSAMENTO É SOBRE A INDISCIPLINA DOS ALUNOS E A FALTA DE RESPEITO, PORÉM OS PROFESSORES TODOS OS DIAS ESTÃO CONSTRUINDO SABERES E FORTALECENDO ESTA RELAÇÃO POR OUTROS PRISMAS QUE ENVOLVEM A COGNIÇÃO E A AFETIVIDADE, JUSTAMENTE UM GRANDE PODER QUE O PROFESSOR EXERCE SOBRE OS EDUCANDOS QUE É A FORMAÇÃO HUMANA E ESTA PRECISA SER VALORIZADA. ENTÃO, ESTA POSTAGEM TEM O INTUITO DE CHAMAR A ATENÇÃO PARA ESTE PONTO E VALORIZAR O DOCENTE. QUE NÃO É SÓ A QUESTÃO DA INDISCIPLINA, É CLARO QUE TAMBÉM É UM PONTO CRUCIAL, MAS O PROFESSOR CONSEGUE REALIZAR COISAS TÃO BOAS COM OS ALUNOS E QUE DEIXARÃO MARCAS NO CARÁTER
E NA HUMANIDADE DESSAS PESSOAS QUE NÃO PODEMOS NOS PAUTAR APENAS POR UM DOS ASPECTOS
DESSE RELACIONAMENTO, SERÁ PRECISO UMA ABORDAGEM QUE VALORIZE A HUMANIDADE, A ÉTICA E POSSA DAR CONTA DE AJUDAR OS ATORES ENVOLVIDOS A CONSTRUIREM SABERES E SE FORTALECEREM COMO SERES HUMANOS.
PCOP DE ARTE - ANTONIO CAFFI
Um nova relação professor-aluno
e o uso das redes eletrônicas
Por Paulo Sérgio Garcia
RESUMO
Este artigo procura discutir a relação entre o professor e o aluno nos diversos períodos da história da educação apontando as problemáticas que existem, e, procura, ainda, mostrar uma nova visão do professor e sua relação com seus os alunos.
A relação professor e aluno
Segundo SEABRA (1994), a escola tem sido, durante anos, um local que se identificou com o trabalho, que em nossa sociedade nada tem a ver com prazer. Assim, o lúdico, o colorido, o mágico, não fazem parte desta organização que é, por natureza, séria e não admite brincadeiras. Mas é esta a escola que tem marginalizado tantos alunos que estamos buscando, procurando para o próximo século? Não deverá ser a escola um local de prazer para os alunos, onde eles possam experimentar diferentes formas de conhecimento na relação com seus mestres?
As estatísticas sobre a evasão escolar, segundo a UNICEF (1992), estão nos mostrando que devemos seguir o caminho oposto. No Brasil, somente 22% das crianças matriculadas na 1ª série chegam a finalizar, terminar o 1º grau, de acordo com os dados de 1985 a 1987.
A relação professor e aluno tem acontecido sob este contexto sério, pseudo-organizado, direcionado, sistematizado pelo mundo dos adultos, que, em muitos casos, entra em choque com a realidade lúdica das crianças.
A postura do professor em relação ao aluno, neste contexto sério de modelo racional, caracteriza-se por duas fases bem distintas que podemos chamar de seleção e exposição. Na primeira etapa o professor seleciona o conteúdo, organiza e sistematiza didaticamente para facilitar o aprendizado dos alunos. Depois disso, a próxima fase é a de exposição, quando o professor fará a demonstração dos seus conteúdos. Neste modelo é exatamente neste ponto que termina a atividade do professor, o que irá ocorrer daí para frente dentro do aluno não é problema dele, o aluno que memorize as informações que ele, dono absoluto do conhecimento, exigirá de volta nas provas. Aliás, parece-nos que o professor gasta muito de seu tempo em sala de aula com mecanismos de controle, tais como: prova, chamada oral, controle de atividades, etc..
Em outras palavras, antes dos alunos chegarem à escola de volta das férias, por exemplo, o professor planeja suas atividades para as quais o livro didático é seu principal apoio; já na segunda fase, no contato direto com os alunos, ele faz a apresentação do conteúdo para o aluno, onde o giz, a lousa e o trabalho individual são suas ferramentas básicas para que eles possam memorizar seus conteúdos programáticos.
A analise de MIZUKAMI (1986), sobre a relação professor e aluno, pode definir com maior profundidade e abrangência o colapso deste tema. A autora divide os diversos períodos da história da educação em abordagens, e nos mostra que na abordagem tradicional esta relação é vertical e o mestre ocupa o centro de todo o processo, cumprindo objetivos selecionados pela escola e pela sociedade. O professor comanda todas as ações da sala de aula e sua postura está intimamente ligada à transmissão de conteúdos. Ao aluno, neste contexto, era reservado o direito de aprender sem qualquer questionamento, através da repetição e automatização de forma racional. (p.14-15)
SAVIANI (1991), referindo-se à relação professor e aluno, na escola tradicional, mostra-nos que o professor:
"transmite, segundo uma gradação lógica, o acervo cultural aos alunos. A estes cabe assimilar os conhecimentos que lhes são transmitidos. (p. 18)
Ainda sob esta perspectiva, o aluno para ter acesso ao conhecimento tinha de passar pelo professor, que era quem mediava a relação. Assim, o professor controlava todas as ações exigindo dos alunos obediência que, por outro lado, era também exigida na empresa ou na indústria. Desta forma, pensar, questionar era coisa do chefe ou do dono da empresa.
Dentro da abordagem comportamentalista, segundo MIZUKAMI (1986), o professor é um planejador do ensino e da aprendizagem que trabalha no sentido de dar maior produtividade, eficiência e eficácia ao processo, maximizando o desempenho do aluno. O professor, como um analista do processo, procurava criar ambientes favoráveis de forma a aumentar a chance de repetição das respostas aprendidas. (p.31-32)
Segundo SAVIANI (1991), neste contexto:
" o elemento principal passa a ser a organização racional dos meios, ocupando o professor e aluno posição secundária, relegados que são a condições de executores de um processo cuja concepção, planejamento, coordenação e controle ficam a cargo de especialistas supostamente habilitados, neutros, objetivos e imparciais."(p. 24)
Passando para a abordagem humanista, MIZUKAMI (1986), assim se refere:
"As qualidades do professor (facilitador) podem ser sintetizadas em autenticidade, compreensão empática - compreensão da conduta do outro a partir do referencial desse outro - e o apreço (aceitação e confiança em relação ao aluno)." (p.53)
O professor como facilitador da aprendizagem, aberto às novas experiências, procura compreender, numa relação empática, também os sentimentos e os problemas de seus alunos e tenta levá-los à auto-realização. A responsabilidade da aprendizagem (objetivos) fica também ligada ao aluno, àquilo que é mais significativo para ele, e deve ser facilitada pelo professor. Portanto, o processo de ensino depende da capacidade individual de cada professor, de sua aceitação e compreensão e do relacionamento com seus alunos.
Na abordagem cognitivista, a mesma autora, coloca que o professor atua investigando, pesquisando, orientando e criando ambientes que favoreçam a troca e cooperação. Ele deve criar desequilíbrios e desafios sem nunca oferecer aos alunos a solução pronta. Em sua convivência com alunos, o professor deve observar e analisar o comportamento deles e tratá-los de acordo com suas características peculiares dentro de sua fase de evolução. (p.77-78)
Piaget aparece como o principal nome na abordagem cognitivista, que desloca o foco da passividade do aluno em relação à informação. O professor passa a criar o cenário necessário, pensando no estágio de desenvolvimento em que o aluno se encontra, para que o aluno possa explorar o ambiente de forma predominantemente ativa. Neste ponto, o aluno não é um ser que recebe a informação passivamente, ele deverá experimentar racionalmente atividades de classificação, seriação e atividades hipotéticas. Assim, o professor sempre oferecerá ao aluno situações problemas que tragam a eles a necessidade de investigar, pensar, racionalizar a questão e construir uma resposta satisfatória.
Na abordagem sócio-cultural, MIZUKAMI (1986) afirma que a relação entre o mestre e o aprendiz é horizontal, professor e aluno aprendem juntos em atividades diárias. Neste processo, o professor deverá estar engajado em um trabalho transformador procurando levar o aluno à consciência, desmistificando a ideologia dominante, valorizando a linguagem e a cultura. (p.99)
Nesta abordagem, o diálogo marca a participação dos alunos juntamente com os professores. Os estudantes são partes do processo de aprendizagem que procura enfatizar a cooperação e o trabalho coletivo na resolução dos problemas sociais.
Muito se tem investigado sobre a relação entre o professor e o aluno no últimos tempos. Cunha (1994) em seu estudo sobre "o bom professor", investiga o dia-a-dia do professor como indivíduo e como educador, analisa, também, sua prática e metodologia e, a partir de uma caracterização deste profissional, propõe novas direções para a formação dos professores e para os cursos de magistério. Ainda segundo sua análise, a relação professor e aluno passa pela forma com que o professor trabalha seus conteúdos, pela forma com que ele se relaciona com sua área de conhecimento, por sua satisfação em ensinar e por sua metodologia. (p.70-71)
D'OLIVEIRA (1987), analisando a relação professor e aluno, mostra-nos que esta pode ser caracterizada em três níveis:
"o dos valores presentes na relação, transmitidos através das idéias verbalizadas em sala de aula e refletidas nas ações e nos objetivos de trabalho; o dos modelos dados, ou seja, do que se faz e que é dado como exemplo, que pode ou não ser imitado, e o da interação propriamente dita: das reações das pessoas ao que o outro faz."(p.3)
A autora, apresentando sua análise sobre o "sistema aversivo", coloca-nos que a relação entre o professor e o aluno é marcada pela punição, que é um modo que o professor tem de invocar sua autoridade que é esperada pela sociedade em geral. Porém, a autora advoga que os efeitos da punição geram, entre outros sintomas, submissão do estudante, medo, ansiedade e raiva contra o professor. Um agravante maior é que os professores, ingenuamente, fazem uso de seus próprios recursos didáticos para punir os alunos.(17-18)
A importância da relação mestre e aprendiz para o sucesso do aluno em sua vida estudantil é fundamental, de forma que a predileção do estudante por algumas disciplinas, muitas vezes passa pelo gostar ou não de um determinado professor. A interação entre ambos é ainda importante para a adaptação do aluno ao processo escolar.
HILLAL (1985) cita que:
"o primeiro professor de uma criança tem muito grande importância na atitude futura desse educando, não só durante a sua fase de aprendizagem, mas na sua relação com os sucessivos professores."(p. 19)
O trabalho do professor em sala de aula, seu relacionamento com os alunos é expressado pela forma de relação que ele tem com a sociedade e com cultura, e segundo ABREU & MASETTO (1990):
"é o modo de agir do professor em sala de aula, mais do que suas características de personalidade que colabora para uma adequada aprendizagem dos alunos. O modo de agir do professor em sala de aula fundamenta-se numa determinada concepção do papel do professor, que por sua vez reflete valores e padrões da sociedade."(p.115)
A relação entre professor e aluno deve acontecer num clima que facilite ao aluno aprender. Para facilitar o aprendizado do aluno, os professores, segundo os mesmos autores, devem ter algumas qualidades bem desenvolvidas, que são: "autenticidade", "apreço ao aprendiz" e "compreensão empática".
ABREU & MASETTO (1990), citam, também, alguns comportamentos para o estabelecimento de um clima facilitador de aprendizagem para o aluno. Assim, o professor:
"1. Favorece situações em classe nas quais o aluno se sente à vontade para expressar seus sentimentos.
2. Faz com que a composição dos grupos de estudo varie no decorrer do curso.
3. Tenta evitar que poucos alunos monopolizem a discussão.
4. Compartilha com a classe na busca de soluções para problemas surgidos com o próprio professor, como o curso ou entre alunos.
5. Expressa aprovação pelo aluno que ajuda colegas a atingirem os objetivos do curso.
6. Respeita e faz respeitar diferenças de opinião, desde que sejam opiniões bem fundamentadas.
7. Expressa aprovação pelo aluno que toma iniciativa, desde que estas contribuam para o crescimento da classe.
8. Usa vocabulário que é claramente compreendido pelo aluno."(p.120)
A análise, até o presente momento, indica que a relação entre o professor e o aluno depende, fundamentalmente, do clima estabelecido pelo professor, da relação empática com seus alunos, de sua capacidade de ouvir, refletir e discutir no nível de compreensão dos alunos e da criação das pontes entre o seu conhecimento e o deles. Indica, também, que o professor, educador da era industrial com raras exceções, buscou educar para as mudanças, para a autonomia, para a liberdade possível numa abordagem global, trabalhando o lado positivo das crianças e para a formação de um cidadão consciente de seus deveres e cônscio de suas responsabilidades sociais.
Uma nova visão do professor
Na sociedade pós-moderna, esta nova visão social, as transformações estão acontecendo de forma ultra-rápida em todos os setores sociais. A presença das redes eletrônicas no processo de ensino e aprendizagem, este novo ambiente, nos faz pensar que a escola, forçosamente, está exigindo novos profissionais para a educação. O perfil vem se alterando porque a visão de mundo está mudando e os nossos professores estão, hoje, insatisfeitos, descontentes, ansiosos, pela não compreensão das novas necessidades sociais e do processo educacional. Ou seja, a sociedade mudou e a escola precisa mudar e os professores precisam saber que ser professor, hoje em dia, exige qualidades diferentes daquelas de vinte ou trinta anos atrás.
Não podemos pensar, nos dias atuais, que nossos alunos são menos inteligentes, responsáveis, mais imaturos ou menos preparados do que em outras épocas. O que temos de lembrar é que o paradigma de mundo está se alterando rapidamente e que as tecnologias têm contribuído para isto.
Assim, segundo BORGES (1995), os professores deverão valorizar mais os alunos, ou seja, ênfase no aluno e não na matéria como estamos fazendo. É importante citar que isto não significa dizer que o professor abandonará seus conteúdos, pois somente aqueles professores que alcançaram um alto grau de conhecimento sobre seus conteúdos é que são capazes de se libertarem dos mesmos, para efetivamente, dar atenção devida para as reais necessidades de seus alunos.
O professor deverá valorizar seu aluno permitindo que o mesmo avance em sua jornada do aprender, onde ele construa e reconstrua, elabore e reelabore seu conhecimento de acordo com sua habilidade e seu ritmo e, neste contexto, o uso das redes poderá ampliar e implementar o processo de ensino e aprendizagem.
Outro ponto a se considerar, ainda segundo o mesmo autor acima citado, é a questão do professor como um transmissor de conhecimentos. A escola, na maioria das vezes, não oferece condições para o professor produzir seu conhecimento e, desta forma, ou o professor está na escola dando aula ou não está presente na instituição. Como consequência, do fato do professor não ter tempo para elaborar seu material, acaba surgindo uma verdadeira cultura de livros didáticos e manuais com perguntas e respostas prontas que dispensam os mestres do ato de refletir e da produção do saber.
O professor através do uso das redes eletrônicas deve equilibrar os currículos e os procedimentos metodológicos com os estilos de aprendizagem dos alunos, encontrando um elo entre o processo cognitivo e emocional, bem como observar os modos de vida dos estudantes, buscando, principalmente nos conceitos de flexibilidade e diversidade, um canal direto com o mundo. Isso nos levará a uma ênfase maior na produção do conhecimento e não apenas na transmissão. O professor, usando as redes, poderá gerar e gerenciar uma grande quantidade de informação e conhecimento, trabalhando na pesquisa e na produção de novos conhecimentos.
Da mesma forma, segundo BORGES (1995), o eixo será deslocado da atividade oral para as atividades de interação do aluno com o meio. Não é o discurso do professor que garante autenticidade ao conhecimento. O professor privilegiará as atividades de interação em laboratórios, visitas a museus, trabalho em grupo, projetos educativos, teatros, vídeos e, principalmente, as experiências com pares distantes através da utilização das redes eletrônicas.
Neste contexto, a Internet oferece uma aventura emocionante, excitante e prazerosa para a interação das diferentes formas.
O mesmo autor cita que, de uma maneira abrangente, aprendemos cerca de 20% do que ouvimos, 30% do que vemos, 50% do que ouvimos e vemos, 80% do que ouvimos, vemos e fazemos e 100% quando criamos, ou seja, quando interagimos de forma ampla e abrangente, o resultado poderá ser surpreendente. (p.4)
É através da prática colaborativa-interativa que o professor poderá tomar gosto pelo pesquisar e estudar e as redes eletrônicas proporcionam essas atividades colaborativas com pares distantes, em culturas diferentes e com diferenças étnicas. Isso é importante para que aluno e professor possam criar um bom entendimento dos fenômenos e, assim, a ênfase estará sobre a interação e não sobre a fala do professor.
Por fim, segundo BORGES (1995), o enfoque do professor estará centrado em ser "aberto" para aprender a cada momento, e não em "ser correto". Ao professor caberá a tarefa de ensinar seus alunos tomar decisões neste mundo marcado pela pluralidade de informações. O certo ou errado numa época de tantas transformações, profundas mudanças, acaba sendo uma questão de visão de mundo, porém, estar, "ser aberto" para aprender a cada momento da vida, saber ver, analisar, fazer perguntas, poder perceber que o conhecimento, cada vez mais, estará sujeito a transformações, será muito mais significativo neste novo contexto. O professor auxiliará o aluno na coleta da informação (das redes), na análise e na elaboração do conhecimento a partir dela e a ênfase não estará mais no "certo ou errado", mas, em "estar aberto" para aprender.
Os professores, no uso das redes, têm à sua disposição um ambiente interativo, moderno, desafiador e inovador e podem transformar o processo ensino-aprendizagem numa aventura dinâmica.
Bibliogragia
ABREU, Maria C. & MASETTO, M. T. O professor universitário em aula. São Paulo: MG Editores Associados, 1990.
BORGES, Pedro F. O professor da década de 90. Artigo apresentado no simpósio de qualidade total na Universidade Mackenzie, 1995.
D'OLIVEIRA, M. H. Analisando a Relação Professor-Aluno: do Planejamento à sala de Aula. São Paulo: CLR Balieiro, 1987.
FAZENDA, Ivani. Interdisciplinaridade: Um projeto de parceria. São Paulo: edição Loyola, 1993.
__________, Práticas Interdisciplinares na Escola. (Org) Ivani Fazenda. São Paulo: Cortez, 2ª edição, 1993.
________, A Educação Como Mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 18ª edição, 1991.
GARCIA, Paulo. S. Qualidade e Informática: a escola pública do ano 2000. Artigo apresentado e publicado no Congresso Nacional de Informática Pública (CONIP) 1995.
________, O uso dos computadores nas escolas de São Caetano do Sul. Relatório de pesquisa realizada em São Caetano do Sul, 1994.
________, Redes eletrônicas no processo de ensino e aprendizagem. Artigo apresentado no Congresso Nacional de Informática Pública (CONIP) 1997.
GARDNER, Howard. Estruturas da Mente: A Teoria das Inteligências Múltiplas. Porto Alegre: Artes Medicas, 1994.
_________, Inteligências Múltiplas - A teoria na Prática. Porto Alegre. Artes Médicas, 1995.
HILAL, Josephina. Relação Professor-Aluno: Formação do homem consciente. São Paulo, Ed. Paulinas, 2ª edição, 1995.
HOLANDA Aurélio. B. de. Dicionário Básico da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1995.
MEKSENAS, Paulo. Sociologia da Educação. São Paulo: Ed. Loyola, 1991.
MIZUKAMI, Maira. G. N. Ensino: As abordagens do Processo. São Paulo: EPU, 1986.
_________, Leituras dos Meios de Comunicação. São Paulo: Pancast, 1993.
SAVIANI, Derveval. - Escola e Democracia. São Paulo: Cortez Editora, 25ª edição, 1991.
TOFFLER, Alvin. A Terceira Onda. Trad. João Távora. São Paulo: Record, 20ª edição, 1995.
UNICEF. Situação Mundial da Infância. Brasília-DF, 1992.
VYGOSTSKY, Lev S. - A Formação Social da Mente - Martins Fontes- São Paulo. 5ª edição, 1994.
_______, Pensamento e linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 2ª edição, 1989.
SUGESTÃO É A SEGINTE VOCÊ PODERÁ TRABALHAR COM DOIS TEXTOS, O DA POSTAGEM ANTERIOR
E ESTE, PODERÁ COMPARÁ-LOS E DISCUTIR COM OS PROFESSORES SOBRE AS EXPERIÊNCIAS DELES SOBRE A RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO, LEMBRANDO QUE ESTA RELAÇÃO É PAUTADA POR DIVERSOS VETORES SOCIAIS, CULTURAIS, POLÍTICOS E EDUCACIONAIS. ALÉM DISSO, QUANDO SE FALA EM RELAÇAO PROFESSOR-ALUNO O PRIMEIRO PENSAMENTO É SOBRE A INDISCIPLINA DOS ALUNOS E A FALTA DE RESPEITO, PORÉM OS PROFESSORES TODOS OS DIAS ESTÃO CONSTRUINDO SABERES E FORTALECENDO ESTA RELAÇÃO POR OUTROS PRISMAS QUE ENVOLVEM A COGNIÇÃO E A AFETIVIDADE, JUSTAMENTE UM GRANDE PODER QUE O PROFESSOR EXERCE SOBRE OS EDUCANDOS QUE É A FORMAÇÃO HUMANA E ESTA PRECISA SER VALORIZADA. ENTÃO, ESTA POSTAGEM TEM O INTUITO DE CHAMAR A ATENÇÃO PARA ESTE PONTO E VALORIZAR O DOCENTE. QUE NÃO É SÓ A QUESTÃO DA INDISCIPLINA, É CLARO QUE TAMBÉM É UM PONTO CRUCIAL, MAS O PROFESSOR CONSEGUE REALIZAR COISAS TÃO BOAS COM OS ALUNOS E QUE DEIXARÃO MARCAS NO CARÁTER
E NA HUMANIDADE DESSAS PESSOAS QUE NÃO PODEMOS NOS PAUTAR APENAS POR UM DOS ASPECTOS
DESSE RELACIONAMENTO, SERÁ PRECISO UMA ABORDAGEM QUE VALORIZE A HUMANIDADE, A ÉTICA E POSSA DAR CONTA DE AJUDAR OS ATORES ENVOLVIDOS A CONSTRUIREM SABERES E SE FORTALECEREM COMO SERES HUMANOS.
PCOP DE ARTE - ANTONIO CAFFI
Um nova relação professor-aluno
e o uso das redes eletrônicas
Por Paulo Sérgio Garcia
RESUMO
Este artigo procura discutir a relação entre o professor e o aluno nos diversos períodos da história da educação apontando as problemáticas que existem, e, procura, ainda, mostrar uma nova visão do professor e sua relação com seus os alunos.
A relação professor e aluno
Segundo SEABRA (1994), a escola tem sido, durante anos, um local que se identificou com o trabalho, que em nossa sociedade nada tem a ver com prazer. Assim, o lúdico, o colorido, o mágico, não fazem parte desta organização que é, por natureza, séria e não admite brincadeiras. Mas é esta a escola que tem marginalizado tantos alunos que estamos buscando, procurando para o próximo século? Não deverá ser a escola um local de prazer para os alunos, onde eles possam experimentar diferentes formas de conhecimento na relação com seus mestres?
As estatísticas sobre a evasão escolar, segundo a UNICEF (1992), estão nos mostrando que devemos seguir o caminho oposto. No Brasil, somente 22% das crianças matriculadas na 1ª série chegam a finalizar, terminar o 1º grau, de acordo com os dados de 1985 a 1987.
A relação professor e aluno tem acontecido sob este contexto sério, pseudo-organizado, direcionado, sistematizado pelo mundo dos adultos, que, em muitos casos, entra em choque com a realidade lúdica das crianças.
A postura do professor em relação ao aluno, neste contexto sério de modelo racional, caracteriza-se por duas fases bem distintas que podemos chamar de seleção e exposição. Na primeira etapa o professor seleciona o conteúdo, organiza e sistematiza didaticamente para facilitar o aprendizado dos alunos. Depois disso, a próxima fase é a de exposição, quando o professor fará a demonstração dos seus conteúdos. Neste modelo é exatamente neste ponto que termina a atividade do professor, o que irá ocorrer daí para frente dentro do aluno não é problema dele, o aluno que memorize as informações que ele, dono absoluto do conhecimento, exigirá de volta nas provas. Aliás, parece-nos que o professor gasta muito de seu tempo em sala de aula com mecanismos de controle, tais como: prova, chamada oral, controle de atividades, etc..
Em outras palavras, antes dos alunos chegarem à escola de volta das férias, por exemplo, o professor planeja suas atividades para as quais o livro didático é seu principal apoio; já na segunda fase, no contato direto com os alunos, ele faz a apresentação do conteúdo para o aluno, onde o giz, a lousa e o trabalho individual são suas ferramentas básicas para que eles possam memorizar seus conteúdos programáticos.
A analise de MIZUKAMI (1986), sobre a relação professor e aluno, pode definir com maior profundidade e abrangência o colapso deste tema. A autora divide os diversos períodos da história da educação em abordagens, e nos mostra que na abordagem tradicional esta relação é vertical e o mestre ocupa o centro de todo o processo, cumprindo objetivos selecionados pela escola e pela sociedade. O professor comanda todas as ações da sala de aula e sua postura está intimamente ligada à transmissão de conteúdos. Ao aluno, neste contexto, era reservado o direito de aprender sem qualquer questionamento, através da repetição e automatização de forma racional. (p.14-15)
SAVIANI (1991), referindo-se à relação professor e aluno, na escola tradicional, mostra-nos que o professor:
"transmite, segundo uma gradação lógica, o acervo cultural aos alunos. A estes cabe assimilar os conhecimentos que lhes são transmitidos. (p. 18)
Ainda sob esta perspectiva, o aluno para ter acesso ao conhecimento tinha de passar pelo professor, que era quem mediava a relação. Assim, o professor controlava todas as ações exigindo dos alunos obediência que, por outro lado, era também exigida na empresa ou na indústria. Desta forma, pensar, questionar era coisa do chefe ou do dono da empresa.
Dentro da abordagem comportamentalista, segundo MIZUKAMI (1986), o professor é um planejador do ensino e da aprendizagem que trabalha no sentido de dar maior produtividade, eficiência e eficácia ao processo, maximizando o desempenho do aluno. O professor, como um analista do processo, procurava criar ambientes favoráveis de forma a aumentar a chance de repetição das respostas aprendidas. (p.31-32)
Segundo SAVIANI (1991), neste contexto:
" o elemento principal passa a ser a organização racional dos meios, ocupando o professor e aluno posição secundária, relegados que são a condições de executores de um processo cuja concepção, planejamento, coordenação e controle ficam a cargo de especialistas supostamente habilitados, neutros, objetivos e imparciais."(p. 24)
Passando para a abordagem humanista, MIZUKAMI (1986), assim se refere:
"As qualidades do professor (facilitador) podem ser sintetizadas em autenticidade, compreensão empática - compreensão da conduta do outro a partir do referencial desse outro - e o apreço (aceitação e confiança em relação ao aluno)." (p.53)
O professor como facilitador da aprendizagem, aberto às novas experiências, procura compreender, numa relação empática, também os sentimentos e os problemas de seus alunos e tenta levá-los à auto-realização. A responsabilidade da aprendizagem (objetivos) fica também ligada ao aluno, àquilo que é mais significativo para ele, e deve ser facilitada pelo professor. Portanto, o processo de ensino depende da capacidade individual de cada professor, de sua aceitação e compreensão e do relacionamento com seus alunos.
Na abordagem cognitivista, a mesma autora, coloca que o professor atua investigando, pesquisando, orientando e criando ambientes que favoreçam a troca e cooperação. Ele deve criar desequilíbrios e desafios sem nunca oferecer aos alunos a solução pronta. Em sua convivência com alunos, o professor deve observar e analisar o comportamento deles e tratá-los de acordo com suas características peculiares dentro de sua fase de evolução. (p.77-78)
Piaget aparece como o principal nome na abordagem cognitivista, que desloca o foco da passividade do aluno em relação à informação. O professor passa a criar o cenário necessário, pensando no estágio de desenvolvimento em que o aluno se encontra, para que o aluno possa explorar o ambiente de forma predominantemente ativa. Neste ponto, o aluno não é um ser que recebe a informação passivamente, ele deverá experimentar racionalmente atividades de classificação, seriação e atividades hipotéticas. Assim, o professor sempre oferecerá ao aluno situações problemas que tragam a eles a necessidade de investigar, pensar, racionalizar a questão e construir uma resposta satisfatória.
Na abordagem sócio-cultural, MIZUKAMI (1986) afirma que a relação entre o mestre e o aprendiz é horizontal, professor e aluno aprendem juntos em atividades diárias. Neste processo, o professor deverá estar engajado em um trabalho transformador procurando levar o aluno à consciência, desmistificando a ideologia dominante, valorizando a linguagem e a cultura. (p.99)
Nesta abordagem, o diálogo marca a participação dos alunos juntamente com os professores. Os estudantes são partes do processo de aprendizagem que procura enfatizar a cooperação e o trabalho coletivo na resolução dos problemas sociais.
Muito se tem investigado sobre a relação entre o professor e o aluno no últimos tempos. Cunha (1994) em seu estudo sobre "o bom professor", investiga o dia-a-dia do professor como indivíduo e como educador, analisa, também, sua prática e metodologia e, a partir de uma caracterização deste profissional, propõe novas direções para a formação dos professores e para os cursos de magistério. Ainda segundo sua análise, a relação professor e aluno passa pela forma com que o professor trabalha seus conteúdos, pela forma com que ele se relaciona com sua área de conhecimento, por sua satisfação em ensinar e por sua metodologia. (p.70-71)
D'OLIVEIRA (1987), analisando a relação professor e aluno, mostra-nos que esta pode ser caracterizada em três níveis:
"o dos valores presentes na relação, transmitidos através das idéias verbalizadas em sala de aula e refletidas nas ações e nos objetivos de trabalho; o dos modelos dados, ou seja, do que se faz e que é dado como exemplo, que pode ou não ser imitado, e o da interação propriamente dita: das reações das pessoas ao que o outro faz."(p.3)
A autora, apresentando sua análise sobre o "sistema aversivo", coloca-nos que a relação entre o professor e o aluno é marcada pela punição, que é um modo que o professor tem de invocar sua autoridade que é esperada pela sociedade em geral. Porém, a autora advoga que os efeitos da punição geram, entre outros sintomas, submissão do estudante, medo, ansiedade e raiva contra o professor. Um agravante maior é que os professores, ingenuamente, fazem uso de seus próprios recursos didáticos para punir os alunos.(17-18)
A importância da relação mestre e aprendiz para o sucesso do aluno em sua vida estudantil é fundamental, de forma que a predileção do estudante por algumas disciplinas, muitas vezes passa pelo gostar ou não de um determinado professor. A interação entre ambos é ainda importante para a adaptação do aluno ao processo escolar.
HILLAL (1985) cita que:
"o primeiro professor de uma criança tem muito grande importância na atitude futura desse educando, não só durante a sua fase de aprendizagem, mas na sua relação com os sucessivos professores."(p. 19)
O trabalho do professor em sala de aula, seu relacionamento com os alunos é expressado pela forma de relação que ele tem com a sociedade e com cultura, e segundo ABREU & MASETTO (1990):
"é o modo de agir do professor em sala de aula, mais do que suas características de personalidade que colabora para uma adequada aprendizagem dos alunos. O modo de agir do professor em sala de aula fundamenta-se numa determinada concepção do papel do professor, que por sua vez reflete valores e padrões da sociedade."(p.115)
A relação entre professor e aluno deve acontecer num clima que facilite ao aluno aprender. Para facilitar o aprendizado do aluno, os professores, segundo os mesmos autores, devem ter algumas qualidades bem desenvolvidas, que são: "autenticidade", "apreço ao aprendiz" e "compreensão empática".
ABREU & MASETTO (1990), citam, também, alguns comportamentos para o estabelecimento de um clima facilitador de aprendizagem para o aluno. Assim, o professor:
"1. Favorece situações em classe nas quais o aluno se sente à vontade para expressar seus sentimentos.
2. Faz com que a composição dos grupos de estudo varie no decorrer do curso.
3. Tenta evitar que poucos alunos monopolizem a discussão.
4. Compartilha com a classe na busca de soluções para problemas surgidos com o próprio professor, como o curso ou entre alunos.
5. Expressa aprovação pelo aluno que ajuda colegas a atingirem os objetivos do curso.
6. Respeita e faz respeitar diferenças de opinião, desde que sejam opiniões bem fundamentadas.
7. Expressa aprovação pelo aluno que toma iniciativa, desde que estas contribuam para o crescimento da classe.
8. Usa vocabulário que é claramente compreendido pelo aluno."(p.120)
A análise, até o presente momento, indica que a relação entre o professor e o aluno depende, fundamentalmente, do clima estabelecido pelo professor, da relação empática com seus alunos, de sua capacidade de ouvir, refletir e discutir no nível de compreensão dos alunos e da criação das pontes entre o seu conhecimento e o deles. Indica, também, que o professor, educador da era industrial com raras exceções, buscou educar para as mudanças, para a autonomia, para a liberdade possível numa abordagem global, trabalhando o lado positivo das crianças e para a formação de um cidadão consciente de seus deveres e cônscio de suas responsabilidades sociais.
Uma nova visão do professor
Na sociedade pós-moderna, esta nova visão social, as transformações estão acontecendo de forma ultra-rápida em todos os setores sociais. A presença das redes eletrônicas no processo de ensino e aprendizagem, este novo ambiente, nos faz pensar que a escola, forçosamente, está exigindo novos profissionais para a educação. O perfil vem se alterando porque a visão de mundo está mudando e os nossos professores estão, hoje, insatisfeitos, descontentes, ansiosos, pela não compreensão das novas necessidades sociais e do processo educacional. Ou seja, a sociedade mudou e a escola precisa mudar e os professores precisam saber que ser professor, hoje em dia, exige qualidades diferentes daquelas de vinte ou trinta anos atrás.
Não podemos pensar, nos dias atuais, que nossos alunos são menos inteligentes, responsáveis, mais imaturos ou menos preparados do que em outras épocas. O que temos de lembrar é que o paradigma de mundo está se alterando rapidamente e que as tecnologias têm contribuído para isto.
Assim, segundo BORGES (1995), os professores deverão valorizar mais os alunos, ou seja, ênfase no aluno e não na matéria como estamos fazendo. É importante citar que isto não significa dizer que o professor abandonará seus conteúdos, pois somente aqueles professores que alcançaram um alto grau de conhecimento sobre seus conteúdos é que são capazes de se libertarem dos mesmos, para efetivamente, dar atenção devida para as reais necessidades de seus alunos.
O professor deverá valorizar seu aluno permitindo que o mesmo avance em sua jornada do aprender, onde ele construa e reconstrua, elabore e reelabore seu conhecimento de acordo com sua habilidade e seu ritmo e, neste contexto, o uso das redes poderá ampliar e implementar o processo de ensino e aprendizagem.
Outro ponto a se considerar, ainda segundo o mesmo autor acima citado, é a questão do professor como um transmissor de conhecimentos. A escola, na maioria das vezes, não oferece condições para o professor produzir seu conhecimento e, desta forma, ou o professor está na escola dando aula ou não está presente na instituição. Como consequência, do fato do professor não ter tempo para elaborar seu material, acaba surgindo uma verdadeira cultura de livros didáticos e manuais com perguntas e respostas prontas que dispensam os mestres do ato de refletir e da produção do saber.
O professor através do uso das redes eletrônicas deve equilibrar os currículos e os procedimentos metodológicos com os estilos de aprendizagem dos alunos, encontrando um elo entre o processo cognitivo e emocional, bem como observar os modos de vida dos estudantes, buscando, principalmente nos conceitos de flexibilidade e diversidade, um canal direto com o mundo. Isso nos levará a uma ênfase maior na produção do conhecimento e não apenas na transmissão. O professor, usando as redes, poderá gerar e gerenciar uma grande quantidade de informação e conhecimento, trabalhando na pesquisa e na produção de novos conhecimentos.
Da mesma forma, segundo BORGES (1995), o eixo será deslocado da atividade oral para as atividades de interação do aluno com o meio. Não é o discurso do professor que garante autenticidade ao conhecimento. O professor privilegiará as atividades de interação em laboratórios, visitas a museus, trabalho em grupo, projetos educativos, teatros, vídeos e, principalmente, as experiências com pares distantes através da utilização das redes eletrônicas.
Neste contexto, a Internet oferece uma aventura emocionante, excitante e prazerosa para a interação das diferentes formas.
O mesmo autor cita que, de uma maneira abrangente, aprendemos cerca de 20% do que ouvimos, 30% do que vemos, 50% do que ouvimos e vemos, 80% do que ouvimos, vemos e fazemos e 100% quando criamos, ou seja, quando interagimos de forma ampla e abrangente, o resultado poderá ser surpreendente. (p.4)
É através da prática colaborativa-interativa que o professor poderá tomar gosto pelo pesquisar e estudar e as redes eletrônicas proporcionam essas atividades colaborativas com pares distantes, em culturas diferentes e com diferenças étnicas. Isso é importante para que aluno e professor possam criar um bom entendimento dos fenômenos e, assim, a ênfase estará sobre a interação e não sobre a fala do professor.
Por fim, segundo BORGES (1995), o enfoque do professor estará centrado em ser "aberto" para aprender a cada momento, e não em "ser correto". Ao professor caberá a tarefa de ensinar seus alunos tomar decisões neste mundo marcado pela pluralidade de informações. O certo ou errado numa época de tantas transformações, profundas mudanças, acaba sendo uma questão de visão de mundo, porém, estar, "ser aberto" para aprender a cada momento da vida, saber ver, analisar, fazer perguntas, poder perceber que o conhecimento, cada vez mais, estará sujeito a transformações, será muito mais significativo neste novo contexto. O professor auxiliará o aluno na coleta da informação (das redes), na análise e na elaboração do conhecimento a partir dela e a ênfase não estará mais no "certo ou errado", mas, em "estar aberto" para aprender.
Os professores, no uso das redes, têm à sua disposição um ambiente interativo, moderno, desafiador e inovador e podem transformar o processo ensino-aprendizagem numa aventura dinâmica.
Bibliogragia
ABREU, Maria C. & MASETTO, M. T. O professor universitário em aula. São Paulo: MG Editores Associados, 1990.
BORGES, Pedro F. O professor da década de 90. Artigo apresentado no simpósio de qualidade total na Universidade Mackenzie, 1995.
D'OLIVEIRA, M. H. Analisando a Relação Professor-Aluno: do Planejamento à sala de Aula. São Paulo: CLR Balieiro, 1987.
FAZENDA, Ivani. Interdisciplinaridade: Um projeto de parceria. São Paulo: edição Loyola, 1993.
__________, Práticas Interdisciplinares na Escola. (Org) Ivani Fazenda. São Paulo: Cortez, 2ª edição, 1993.
________, A Educação Como Mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 18ª edição, 1991.
GARCIA, Paulo. S. Qualidade e Informática: a escola pública do ano 2000. Artigo apresentado e publicado no Congresso Nacional de Informática Pública (CONIP) 1995.
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GARDNER, Howard. Estruturas da Mente: A Teoria das Inteligências Múltiplas. Porto Alegre: Artes Medicas, 1994.
_________, Inteligências Múltiplas - A teoria na Prática. Porto Alegre. Artes Médicas, 1995.
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