sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

TEXTO COMO SUGESTÃO PARA DISCUSSÃO NO HTPC 3

COLEGAS, A SEGUIR ESTAMOS PUBLICANDO UM TEXTO SOBRE O USO DA TECNOLOGIA NA ESCOLA, ESPERAMOS QUE POSSA LHE SERVIR COMO SUBSÍDIO NO HTPC.


Gestão inovadora da escola com tecnologias
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José Manuel Moran
Especialista em mudanças na educação presencial e a distância
Texto publicado em VIEIRA, Alexandre (org.). Gestão educacional e tecnologia.
São Paulo, Avercamp, 2003. Páginas 151-164.
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Introdução
Tecnologias na gestão escolar
Programas integrados de gestão administrativo-pedagógica
Gestão administrativa
Gestão pedagógica
Pedagogia da gestão pedagógica
Introdução
As condições de gerenciamento da muitas das escolas públicas são precárias. Infra-estrutura deficiente, professores mal preparados, classes barulhentas. É difícil falar em gestão inovadora nessas condições. Mesmo reconhecendo essa dificuldade organizacional estrutural, a competência de um diretor de escola pode suprir boa parte das deficiências. Conheço alguns diretores notáveis na sua capacidade de liderar, de motivar, de encontrar soluções para driblar o orçamento precário. Em uma escola pública da periferia de São Paulo um diretor manteve nos últimos anos a mesma equipe de professores e funcionários, problema de difícil solução nas escolas – a grande mudança de professores de um ano para outro. Você sentia no contato com a equipe que havia liberdade, confiança e amizade. O incentivo do gestor para que os professores aprendessem, se aperfeiçoassem, inovassem era constante. O diretor procurava apoio econômico em pequenas empresas vizinhas à escola. Organizava festas com a Associação de Pais para arrecadar fundos para manter os computadores, a Internet, para melhorar a infra-estrutura. A escola estava aberta à comunidade com atividades de lazer e de aperfeiçoamento.[1]
Assim como em escolas com problemas sérios encontramos professores que conseguem comunicar-se de forma significativa com seus alunos e ajudá-los a aprender, também há gestores que superam as limitações organizacionais e contribuem para transformar a escola em um espaço criador, em uma comunidade de aprendizagem utilizando as tecnologias possíveis.
Tecnologias na gestão escolar
Quando falamos em tecnologias costumamos pensar imediatamente em computadores, vídeo, softwares e Internet. Sem dúvida são as mais visíveis e que influenciam profundamente os rumos da educação. Vamos falar delas a seguir. Mas antes gostaria de lembrar que o conceito de tecnologia é muito mais abrangente. Tecnologias são os meios, os apoios, as ferramentas que utilizamos para que os alunos aprendam. A forma como os organizamos em grupos, em salas, em outros espaços isso também é tecnologia. O giz que escreve na louça é tecnologia de comunicação e uma boa organização da escrita facilita e muito a aprendizagem. A forma de olhar, de gesticular, de falar com os outros isso também é tecnologia. O livro, a revista e o jornal são tecnologias fundamentais para a gestão e para a aprendizagem e ainda não sabemos utilizá-las adequadamente. O gravador, o retroprojetor, a televisão, o vídeo também são tecnologias importantes e também muito mal utilizadas, em geral.
Quando uma escola pobre diz que não tem tecnologias isso é, em parte correto, porque sempre estamos utilizando inúmeras tecnologias de informação e de comunicação, mais ou menos sofisticadas. Na escola combinamos tecnologias presenciais (que facilitam a pesquisa e a comunicação estando fisicamente juntos) e virtuais (que, mesmo estando distantes fisicamente, nos permitem acessar informações e nos mantêm juntos de uma outra forma).
Agora vamos falar das tecnologias de gestão administrativa e pedagógica, principalmente através do computador e da Internet.

Programas integrados de gestão administrativo-pedagógica
Um diretor, um coordenador tem nas tecnologias, hoje, um apoio indispensável ao gerenciamento das atividades administrativas e pedagógicas. O computador começou a ser utilizado antes na secretaria do que na sala de aula. Neste momento há um esforço grande para que esteja em todos os ambientes e de forma cada vez mais integrada. Não se pode separar o administrativo e o pedagógico: ambos são necessários.
Numa primeira etapa privilegiou-se o uso do computador para tarefas administrativas: cadastro de alunos, folha de pagamento. Depois, os computadores começaram a ser instalados em um laboratório e se criaram algumas atividades em disciplinas isoladas, em implementação de projetos. As redes administrativa e pedagógica, nesta primeira etapa, estiveram separadas e ainda continuam funcionando em paralelo em muitas escolas. Encontramo-nos, neste momento, no começo da integração do administrativo e do pedagógico do ponto de vista tecnológico.
Existem no mercado programas de gestão tecnológica que têm como princípio integrar todas as informações que dizem respeito à escola. Eles possuem um banco de dados com todas as informações dos alunos, famílias, professores, funcionários, fornecedores e, do ponto de vista pedagógico, bancos de informações para as aulas, para as atividades de professores, dos alunos, bibliotecas virtuais, etc. Todo esse conjunto de informações costuma circular primeiro numa rede interna, chamada Intranet, à qual alunos, professores e pais podem ter acesso, em diversos níveis, por meio de senhas. Num segundo momento, a Intranet se conecta com a Internet, abre-se para o mundo através de uma página WEB, uma página na Internet, que tem como finalidade imediata a divulgação da escola - marketing -, e como finalidade principal, facilitar a comunicação entre todos os participantes da comunidade escolar.

Gestão administrativa
Os principais colégios e universidades do Brasil utilizam esses programas integrados de gestão. Diminuem a circulação de papéis, formulários, ofícios, tão comuns nas escolas públicas e convertem todas as informações em arquivos digitais que vão sendo catalogados, organizados em pastas eletrônicas por assunto, assim como o fazemos na secretaria, só que ficam armazenados num computador principal, chamado servidor.[2]
A inscrição dos alunos é feita via computador. O cadastro do aluno e da sua família pode ser atualizado a qualquer momento. O programa gera o número de matrícula do aluno, se for paga, emite um boleto para pagamento no banco ou pela Internet. Emite boletins dos alunos com as notas ou conceitos e observações. Em outro diretório, tem o cadastro dos professores, com todos os dados relevantes de cada um organizado em pastas eletrônicas, que podem ser atualizadas a qualquer momento. Pode-se avançar, numa segunda etapa, para automatização do controle da freqüência de alunos e professores, principalmente nas grandes cidades, nas escolas com número grande de classes: o programa registra num cartão magnético a entrada e saída de alunos e professores através de catracas eletrônicas. Alguns colégios particulares e universidades têm, em lugar do cartão eletrônico, um controle chamado biométrico, que registra e confere as digitais do dedo polegar de cada membro da escola. O próximo passo, adotado por alguns bancos, é o do controle através do nosso olhar, da íris dos nossos olhos. Mas isso chegará às escolas dentro de alguns anos, quando for mais barato.
Há uma outra área importante de informatização, do ponto de vista administrativo, que é o controle financeiro, de entradas e saídas de dinheiro: receita e despesa. O programa integra também todas as despesas e permite fazer projeções sobre o tempo que levará para equilibrar receita e despesa, se vai haver déficit ou superávit. Permite também que professores e funcionários possam fazer seus pedidos de materiais: livros, cadernos, software... on-line, isto é, diretamente pela rede, através do computador.

Gestão pedagógica
O administrativo está a serviço do pedagógico e ambos têm de estar integrados, de forma que as informações circulem facilmente – com as restrições de acesso necessárias –, para visualizar qualquer informação que precisarmos checar ou para fazer previsões necessárias.
Nos últimos anos tem aumentado muito a quantidade e tem havido também grandes avanços na qualidade das informações disponíveis on-line para a comunidade escolar e para o público em geral. Os grandes colégios estão se transformando em verdadeiros portais de informação, com áreas dedicadas aos professores, outras aos alunos, aos pais e ao público em geral.
A Internet é um espaço virtual de comunicação e de divulgação. Hoje é necessário que cada escola mostre sua cara para a sociedade, que diga o que está fazendo, os projetos que desenvolve, a filosofia pedagógica que segue, as atribuições e responsabilidades de cada um dentro da escola. É a divulgação para a sociedade toda. É uma informação aberta, com possibilidade de acesso para todos em torno de informações gerais.
Há um segundo nível de comunicação do colégio pela Internet, que é com a comunidade local: com as famílias dos alunos, com as associações, empresas, grupos organizados, igrejas e outras instituições que estejam localizadas perto da escola. Cada vez é mais importante que a escola se integre na comunidade local, que crie laços com pessoas e grupos significativos, que traga os pais para o colégio, que abra seus espaços para atividades de lazer e culturais, principalmente nos fins de semana e nas férias. E a página na Internet pode ser um espaço privilegiado de informação e de comunicação. Não basta só informar quais atividades existem, mas criar caminhos de comunicação, principalmente através de e-mail, listas de discussão[3], fóruns[4] e chats[5].
Num terceiro nível, a página da escola focaliza diretamente os professores, os alunos e os funcionários, isto é, a comunidade de ensino-aprendizagem. Há áreas de informação e de comunicação. De informação, são importantes a Biblioteca Virtual, com bases de dados com livros digitalizados, artigos, endereços na Internet, comentados, banco de imagens e sons.
Cada professor pode ter uma página pessoal com suas disciplinas, atividades, projetos e materiais específicos. Pode haver também áreas de comunicação como listas de discussão, fóruns e chats.
Os alunos têm acesso à Biblioteca Virtual, onde há também atividades e projetos relacionados à série em que se encontram e a cada área de aprendizagem. Geralmente a área do aluno na Internet é dividida por níveis: educação infantil, primeira a quarta série, quinta a oitava, ensino médio.
Em cada série há uma área para acesso a materiais de cada professor, a comunicação com professores e até plantão de dúvidas (atendimento on-line). Os alunos também podem divulgar suas produções principais: pesquisas, projetos, visitas. Os alunos também podem comunicar-se por e-mail, listas de discussão, chats com professores e com outros colegas.

Pedagogia da gestão pedagógica
Cada escola tem uma situação concreta, que interfere em um processo de gestão com tecnologias. Se atende a uma comunidade de classe alta ou de periferia, mesmo com os mesmos princípios pedagógicos, terá que adaptar o seu projeto de gestão a sua realidade.
Na implantação de tecnologias o primeiro passo é garantir o acesso. Que as tecnologias cheguem à escola, que estejam fisicamente presentes ou que professores, alunos e comunidade possam estar conectados. Mesmo ainda distantes do ideal temos avançado bastante nos últimos anos na informatização das escolas. Mas a demanda por novos laboratórios, por conexões mais rápidas, por novos programas é incessante e isso deixa também amedrontado o gestor, porque não sabe se o investimento vale a pena diante da rapidez com que surgem novas soluções ou atualizações tecnológicas. Neste campo não convém ir na última moda (a última versão sempre é a mais cara e uma semelhante, um mínimo inferior, costuma custar muito menos) nem esperar muito, porque já estamos atrasados nos processos de informatização escolar.
O segundo passo na gestão tecnológica é o domínio técnico. É a capacitação para saber usar, é a destreza que se adquire com a prática. Se o professor só toca no computador uma vez por semana demorará muito mais para dominá-lo que se tivesse um computador sempre a disposição dele.
O terceiro passo é o do domínio pedagógico e gerencial. O que podemos fazer com essas tecnologias para facilitar o processo de aprendizagem, para que alunos, professores e pais acessem mais facilmente as informações pertinentes. Nesta etapa costumamos utilizar as tecnologias como facilitação do que já fazíamos antes. Por exemplo: se fazíamos a ficha de cada aluno manualmente, agora adquirimos um programa que automatiza o registro desse aluno e o acesso a essas informações a qualquer momento. É um avanço, mas ainda estamos fazendo as mesmas coisas que antes, só de uma forma mais fácil.
O quarto passo é o das soluções inovadoras que seriam impossíveis sem essas novas tecnologias. No exemplo anterior, com a Internet, podemos não só facilitar o registro do aluno, mas o acesso remoto, o acesso do pai às notas dos alunos, a comunicação de alunos de várias escolas do mundo inteiro, a integração telemática dos pais e da comunidade na escola ou da escola em várias comunidades. A integração da gestão administrativa e pedagógica se faz de forma muito mais ampla com os computadores conectados em redes.

Bibliografia
AZEVÊDO, Wilson. A vanguarda (tecnológica) do atraso (pedagógico): impressões de um educador online a partir do uso de ferramentas de courseware. Disponível em . Acesso em: 18/01/2003.
_______________. Comunidades virtuais precisam de animadores da inteligência coletiva: entrevista concedida ao portal da UVB (Universidade Virtual Brasileira). Disponível em: . Acesso em: 04/12/2002.
BELLONI, Maria Luisa. Educação a distância. Campinas: Autores Associados, 1999.
MORAN, José Manuel, MASETTO, Marcos & BEHRENS, Marilda. Novas tecnologias e mediação pedagógica. 7a ed. São Paulo: Papirus, 2003.
PALLOFF, Rena M. & PRATT, Keith. Construindo comunidades de aprendizagem no ciberespaço – Estratégias eficientes para salas de aula on-line. Porto Alegre: Artmed Editora, 2002.
SILVA, Marcos (Org.). Educação Online: teorias, práticas, legislação, formação corporativa. São Paulo: Loyola, 2003.


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[1] Coloco as informações num passado próximo, porque o diretor se aposentou recentemente e uma das sua preocupações era se o próximo diretor conseguiria manter as conquistas obtidas.
[2] Não sou especialista na análise das soluções técnicas, mas observo que há dois caminhos que as organizações seguem atualmente para buscar soluções de gerenciamento de dados:
1) No primeiro, procuram algumas empresas com soluções testadas, geralmente sistemas proprietários que rodam no WindowsNT. Um deles é o Lyceum da empresa Techne (www.techne.com.br). Outro é o TIA, utilizado pela PUC-SP e Universidade Mackenzie, entre outras instituições. Uma terceira solução utilizada em escolas particulares e pela Secretaria de Educação do Paraná é o software Nota 10 da empresa Sigma (www.sigma.com.br). A empresa Poliedro de Brasília tem o software Polischool (www.poliedro.com.br). A empresa Wise Consultoria tem o programa W@E Net (www.waenet.com.br). Também existe o programa UniversoEscol@ com soluções integradas (www.eduk.com.br/). A vantagem é que as soluções podem ser implementadas rapidamente e as empresas dão assistência técnica, mas o custo final costuma ser alto. Mais informações sobre outros programas de gestão escolar estão na página do Professor Joaquim Uchoa em www.comp.ufla.br/~joukim/ensino/infoeduc/programas.html

2) O segundo caminho é buscar soluções baseadas na plataforma livre Linux, que são mais baratas e possibilitam que as escolas não fiquem presas a uma única empresa. Recomendo a leitura do texto Pesquisa e Desenvolvimento com Software Livre da Revista Eletrônica da Unicamp, que está na Internet, no endereço: www.revista.unicamp.br/infotec/linux/linux20-1.html
As grandes universidades, as Secretarias de Educação, como a de São Paulo, desenvolvem ou implementam seus sistemas de gerenciamento de dados. O ideal seria que as universidades públicas divulgassem suas soluções e as disponibilizassem para as organizações educacionais, principalmente as públicas.
[3] Lista de discussão permite que grupos de pessoas se comuniquem entre si continuamente: a mensagem que um envia chega a todas as outras e todo mundo pode responder, comentar ou colocar novas mensagens que chegam por correio eletrônico e que também podem ficar disponíveis numa página na Internet (como em www.grupos.com.br ou em http://br.groups.yahoo.com/).
[4] O fórum é uma ferramenta que roda numa página na Internet e que permite a professores e alunos discutir alguns tópicos do curso através de mensagens que são colocadas na página a qualquer momento, e que podem ser acessadas também a qualquer tempo e de qualquer lugar por quem entra naquela página.
[5] O chat ou sala de bate-papo é um espaço que roda numa página na Internet e que permite a comunicação simultânea de professores e alunos, que podem discutir suas dúvidas, apresentar projetos, fazer avaliação a distância.

FONTE: http://www.eca.usp.br/prof/moran/gestao.htm#Pedagogia da gestão pedagógica, ACESSADO EM 18/02/2010.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

DISCUSSÃO SOBRE A MONTAGEM DE BLOGS PEDAGÓGICOS

CAROS COLEGAS,
NO PLANEJAMENTO 2011, SERÁ IMPORTANTE RESERVAR UM MOMENTO
PARA A DISCUSSÃO SOBRE O LUGAR DA TECNOLOGIA NA ESCOLA E O
PAPEL DOS BLOGS PEDAGÓGICOS PARA A FORMAÇÃO CONTÍNUA DOCENTE
E A FORMAÇÃO AMPLA DOS ALUNOS. OS BLOGS COMO SABEMOS OFERECEM UMA SÉRIE
DE VANTAGENS PARA A ESCOLA QUE PRETENDE TRANSFORMAR INFORMAÇÃO EM CONHECIMENTO.
NO ENTANTO, SE A SUA ESCOLA AINDA NÃO TEM UM BLOG PROCURE NOSSA AJUDA. NOSSO OBJETIVO É A MONTAGEM DE BLOGS PEDAGÓGICOS E NÃO APENAS PÁGINAS PUBLICADAS NA REDE
COM O NOME DA SUA ESCOLA, PRETENDEMOS QUE SEJAM PUBLICADOS
CONTEÚDOS DE ATIVIDADES REALIZADAS POR ALUNOS E PROFESSORES, MATERIAL DE DISCUSSÕES PEDAGÓGICAS DA ESCOLA E QUESTÕES DE ENSINO E APRENDIZAGEM.

ESPERO O COMENTÁRIO E SUGESTÕES DE VOCÊS.

PCOP DE ARTE - ANTONIO CAFFI

sábado, 13 de novembro de 2010

BLOGS PEDAGÓGICOS

CAROS COLEGAS,
SEGUE SUGESTÃO DE SITE QUE
TRABALHA COM BLOGS PEDAGÓGICOS,
TEMA ÚTIL AO TRABALHO QUE ESTAMOS
DESENVOLVENDO NA DIRETORIA DE CARAPICUÍBA
ACESSEM: http://penta3.ufrgs.br/PEAD/Semana01/

O SITE LINKADO É DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL,
VOCÊ ENCONTRARÁ TEXTOS E EXEMPLOS DE BLOGS PEDAGÓGICOS VALE DAR UMA OLHADA,
PRÓXIMO POST CONTINUAREMOS A PUBLICAR SOBRE QUALIDADE DOS BLOGS, SERÁ IMPORTANTE
CONHECERMOS OUTROS BLOGS E TROCARMOS EXPERIÊNCIAS COM OUTROS INTERLOCUTORES.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

qualidade dos blogs educacionais - 2ª parte

CAROS COLEGAS, PUBLICAREMOS ALGUMAS SUGESTÕES SOBRE A QUALIDADE DE UM BLOG,
A PRIMORDIAL DELAS É O USO DO HIPERTEXTO (TEXTO EM FORMATO DIGITAL RELACIONADO
A LINGUAGEM HÍBRIDA DA CIBERCULTURA, QUE PERMITE ASSOCIAR IMAGENS E SONS A UM TEXTO ESCRITO). A QUALIDADE DOS BLOGS EM NOSSA DIRETORIA DE ENSINO ESTÃO EM FASE DE DESENVOLVIMENTO, A PENSAR QUE ESTÁVAMOS NA ERA DO GIZ, APAGADOR E SALIVA HÁ POUCO TEMPO ATRÁS. NO NOSSO CASO ESTAMOS EM FASE DE TRANSIÇÃO, AINDA SE APROPRIANDO DESSA NOVA LINGUAGEM QUE É O BLOG.
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES:
1º UM BLOG EXIGE DEDICAÇÃO E ATUAÇÃO CONSTANTE, ENTÃO PUBLIQUE SEMPRE - NÃO DEIXE SEUS LEITORES FICAREM ESPERANDO;
2º É PRECISO PESQUISAR TEMAS RELACIONADOS A QUESTÕES DA PRÁTICA EDUCACIONAL E PUBLICÁ-LOS NO SEU BLOG PARA MOTIVAR DISCUSSÕES COM OUTROS INTERLOCUTORES;
3º RELEVÂNCIA DOS ASSUNTOS A SEREM PUBLICADOS - ÀS VEZES UM TEMA É DE INTERESSE SOMENTE DA SUA ESCOLA, ENTÃO PROCURE ENTRE A PRÁTICA PEDAGÓGICA QUE VOCÊ VIVENCIA TEMAS PARA DISCUTIR NO ÂMBITO DA BLOGOSGERA (O AMBIENTE DE BLOGS NA WEB) ISTO CONTRIBUIRÁ PARA SEU CRESCIMENTO E DA SUA EQUIPE COMO EDUCADORES ESTÃO PREOCUPADOS COM O ENSINO E APRENDIZAGEM NA ERA DA INFORMAÇÃO E DO CONHECIMENTO.

NAS PRÓXIMAS POSTAGENS CONTINUAREMOS COM ESTA CONVERSA E A QUESTÃO DE CESSÃO DE DIREITOS DE IMAGEM NO BLOG.

ESPERO O COMENTÁRIO DE VOCÊS

PCOP DE ARTE - ANTONIO CAFFI

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

MELHORIA DA QUALIDADE DOS BLOGS EDUCACIONAIS

CAROS COLEGAS ESTA SEMANA ESTAREI POSTANDO
SUGESTÕES E DICAS DE SITES QUE TRABALHAM
COM BLOGS EDUCACIONAIS. O OBEJTIVO É CONTRIBUIR
PARA A MELHORIA DAS POSTAGENS E O USO DO ESPAÇO
PROPORCIONADO PELOS BLOGS PARA FINS DE DISCUSSÃO PEDAGÓGICA.

ANTONIO CAFFI

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

BLOGS EM DESTAQUE NA NOSSA DIRETORIA

Blogs em destaque na nossa Diretoria e a espera de interlocução, confiram o trabalho diferenciado e o empenho de professores e alunos com diferentes mídias e tecnologias:

Blog da EE Erotides
http://escolaerotides.blogspot.com/


blog da EE Roque Celestino
http://roquecpires.blogspot.com/

blog da EE Emeralda Becker
http://roquecpires.blogspot.com/


blog da EE Alberto Kenworth
http://pcsalbertokenworthy.blogspot.com/

blog da EE pe. Antonio O Godinho
http://escolaantoniogodinho.blogspot.com/

blog do Programa Escola da Família
http://escoladafamiliacarapicuiba.blogspot.com/

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

texto para discussão no htpc - a importância da mediação pedagógica

caros colegas Professores e Coordenadores Pedagógicos, o texto a seguir poderá ser trabalhado em HTPC para iniciar uma discussão sobre mediação pedagógica e planejamento, mesmo com a proposta curricular a questão do planejamento e mediação pedagógica não saem de cena, são atos relevantes da prática docente e fundamentais
à formação dos sujeitos.


ENSINO E APRENDIZAGEM
A MEDIAÇÃO PEDAGÓGICA
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Gilberto Teixeira (Prof. Doutor FEA/USP)
I - OBJETIVO
Neste texto discutiremos a importância da mediação pedagógica e sua fundamentação teórica. O conceito de “mediação pedagógica” tem o mesmo significado de auto-aprendizagem ou aprendizagem centrada no aluno e tem sido defendida como a abordagem do processo ensino-aprendizagem que é não só mais eficiente mas também capaz de provocar nos alunos maior motivação e mais acelerada maturidade. As bases teóricas mais significativas a respeito de aprendizagem centrada no aluno foram os estudos de Carl Rogers e Piaget,este ultimo com a Teoria do Construtivismo.
A expressão “mediação pedagógica” foi criada por Francisco Gutierrez e Daniel Prieto (1991) .Em uma perspectiva histórica pode-se concluir que Prieto foi um seguidor de Rogers e Piaget.


II - INTRODUÇÃO
É de fundamental importância diferenciar com clareza um modelo pedagógico, cujo sentido é educar, de um modelo temático, cujo propósito é ensinar. Este último dá ênfase aos conteúdos como chave de todo processo; trata-se de passar informação, de verificar assimilação da mesma e de avaliar a retenção por parte do estudante. Há sistemas educativos organizados desta maneira e uma enorme quantidade de docentes que apenas concebem a educação como transmissão de conhecimentos.
Essa mesma lógica está na base da pretensão de fazer ciência, de seguir um discurso rigoroso que só avança por acumulação de informação. Não descartamos o valor do discurso científico. porém, entre este e a educação pode haver um verdadeiro abismo, já que nesta entram em jogo vários outros processos. Não insistiremos aqui na denúncia dos esquemas tradicionais, mas vale a pena assinalar que os mesmos não combinam com a auto-aprendizagem.
Por isso tudo a mediação pedagógica ocupa um lugar privilegiado em qualquer sistema de ensino-aprendizagem. No caso da relação de presença é o docente quem deveria atuar como mediador pedagógico entre a informação a oferecer e a aprendizagem por parte dos estudantes.
A mediação pedagógica parte de uma concepção radicalmente oposta aos sistemas de instrução baseados na primazia do ensino como mera transferência de informação. A expressão “mediação pedagógica”, significa o tratamento dos conteúdos e das formas de expressão dos diferentes assuntos (disciplinas), a fim de tornar possível o ato educativo dentro do horizonte de uma educação concebida como participação, criatividade, expressividade e relacionalidade.




III - OS PROCEDIMENTOS
O tratamento pedagógico propriamente dito, desenvolve os procedimentos mais adequados, para que a auto-aprendizagem converta-se em ato educativo.
Trata-se de usar exercícios que enriqueçam os textos com referência a experiência e ao contexto do educando; a designação de aprendizagem vivencial (“Experiential Learning”) criada pelo psicólogo David Kolb é a teorização em que se fundamentam esses exercícios.
A sustentação teórica dos procedimentos pedagógicos, isto é , os modos de concretizar o ato educativo apoia-se em três pontos:


1. A auto-aprendizagem
2. O interlocutor presente
3. O jogo pedagógico


IV - A AUTO APRENDIZAGEM
Partiremos de um princípio básico: sem auto-aprendizagem é impossível um sistema alternativo e inovativo de educação.
Dizemos alternativo e inovativo porque a maior parte (senão a totalidade) dos sistemas institucionalizados, em especial no ensino universitário, têm trabalhado orientados para a instrução, para o ensino no pior sentido do termo, e não para a aprendizagem .
Não poderíamos deixar de chamar a atenção para os riscos da auto-aprendizagem. A sociedade está organizada de tal maneira que o conveniente é que o educando não procure por si mesmo a auto-aprendizagem, não assuma a tarefa de construir conhecimentos ou de confrontar suas experiências com a sua realidade. O sistema educacional tornou-o um viciado na mera transferência de informação; por isso a sua inicial resistência a adoção da auto-aprendizagem. Além disso a auto-aprendizagem não é como alguns julgam uma simples transferência de responsabilidades do professor para o aluno. Envolve processos mais complexos que os de simples recepção de dados.
Deve ficar claro que num processo como este, trata-se de oferecer elementos para se aprender a realizar a auto-aprendizagem ou em outras palavras “Ensinar a Aprender “..
Assim, a responsabilidade não recai apenas no estudante, mas também em todos os envolvidos e, de modo especial, nas características dos materiais didáticos a serem utilizados. Não estamos diante de um ser que, isolado da instituição e de seus semelhantes, procura objetivos e os desenvolve. Estamos, sim, diante de um processo no qual participam autores (mediadores pedagógicos), programadores e estudantes.
Tudo isso não contradiz em absoluto a possibilidade da auto-aprendizagem; pelo contrário, tudo isso é a condição para essa possibilidade.
À luz dessas considerações concebemos a auto-aprendizagem como: “processo mediante o qual o estudante à distância pode conseguir uma maior independência ou autonomia no manejo de sua situação de aprendizagem”.


V - O INTERLOCUTOR PRESENTE
O título deste bloco não é casual. Em muitas propostas educativas o interlocutor está ausente e só contam o emissor e suas mensagens. Para chegar ao interlocutor presente no processo partimos das seguintes reflexões:
O interlocutor não sabe, o importante é a mensagem.
O interlocutor sabe tudo, o importante é o processo.
O interlocutor sabe e não sabe, o importante são o processo e a mensagem.
Na primeira opção cai grande parte das instituições que consideram todo o trabalho educativo como uma simples extensão, como uma transferência de tecnologia e de informação a pessoas carentes de conhecimento e cultura.
Caem aqui também muitas atitudes ligadas à mercadologia social: o que interessa saber do interlocutor não vai além de suas reações diante das mensagens. Trata-se definitivamente, de um interlocutor ausente, por mais que se refira a ele, façam-se-lhe algumas perguntas ou se lhe proponham guias didáticas.
Na segunda opção estamos diante dos exageros de alguns defensores da comunicação popular: nada há a que se acrescentar à sabedoria do povo, a tarefa consiste apenas em ajudar a encontrar o que já se tem,
Na terceira opção parte-se da cultura dos interlocutores, mas também do reconhecimento de que toda cultura compõe-se de acertos e erros, toda, a nossa e a de qualquer um.
A percepção do educativo varia de caso a caso. No primeiro, o polo emissor é o rei, a mensagem trará a consciência ou a mudança da conduta; no segundo o interlocutor sabe tudo, ele nos educa, nada tem que aprender de nossas mensagens; no terceiro, a educação constitui-se num acompanhamento, num intercâmbio de experiência e de conhecimento, dentro do qual ganham sentido as mensagens.
Trata-se, então, de partir sempre do outro. Mas não de maneira ingênua, de uma idealização, mas considerando-se a seguinte pergunta: O que sabe e o que ignora o outro ?
Acrescentemos que na auto-aprendizagem o maior contato é principalmente com os materiais: Como pode contribuir o outro, considerando-se a sua prática, seu contesto, sua experiência ?
Essa interlocução é a base do ato educativo, percebido como uma co-responsabilidade entre a instituição que fornece os materiais e o s participantes; um encontro, então, orientado para a construção de conhecimentos e a apropriação da significação da própria realidade.


VI - O JOGO PEDAGÓGICO
Esta sustentação teórica culmina com alguns princípios incluídos no que denominamos o jogo pedagógico. Como todos os pontos anteriores, eles estarão na base do pôr em prática os procedimentos para um processo aferente de auto-aprendizagem.
a) Poucos conceitos, com maior aprofundamento - Muitos materiais de educação incluem grande quantidade de conceitos, como se a apropriação de uma área temática fosse equivalente à quantidade de informação absorvida. É preferível um avanço mais em profundidade, numa real reflexão e discussão de cada um dos conceitos.
b) O pôr em experiência - Um discurso pedagógico centrado na experiência dos interlocutores resulta muito mais rico do que outro centrado apenas nos conceitos, O método consiste em ir das experiências aos conceitos e destes à experiência para apoiá-la. Além disso, a experiência dá lugar a novos conceitos.
c) Os acordos mínimos - Numa tentativa de não forçar ninguém, é possível avançar por acordos mínimos entre os participantes de um processo educativo. Tais acordos giram em torno da interpretação de experiências e do valor dos conceitos, métodos e técnicas para a prática cotidiana. possibilitam, portanto, a construção de conhecimentos.
d) A educação não é apenas uma questão de conteúdo - Em pedagogia pode-se dizer que a teoria é o método. Mesmo quando se conta com valiosos conteúdos, se não os colocamos em jogo dentro de um método rico em expressão e comunicação não se chega muito longe.
e) Construir o texto - Os textos são o apoio para o trabalho. por si mesmos não realizam o trabalho pedagógico. Os textos são iluminados considerando-se a experiência das pessoas e, nesse sentido, todo processo é de construção do texto e não de simples aceitação.
f) O lúdico, a alegria de construir - Não cremos na pretendida seriedade da educação, quando se confunde com uma rígida apresentação de teorias já armadas, como um conjunto de dados a transmitir. Um processo pedagógico pode dar lugar ao lúdico, à alegria de construir experiências e conceitos.
g) Saber esperar - Um processo educativo constitui um pôr em comum experiências e conceitos, o que vai ligado sempre a capacidade de esperar os outros e de respeitar seus ritmos de aprendizagem.
h) Não forçar ninguém - A violência e a educação são impossíveis de conciliar. Provoca-se violência quando são impostos conceitos, métodos e técnicas destinados apenas a cumprir os propósitos da instituição.
i) Partir sempre do outro - Partir sempre das experiências, expectativas, crenças, rotinas, sonhos dos outros. Esse é o ponto de partida de todo processo pedagógico e não uma proposta centralizada no professor.
j) Partilhar, não invadir - Um ato pedagógico baseia-se no respeito, na tolerância e no reconhecimento das características específicas de todos e de cada um dos participantes, portanto, no reconhecimento das diferenças.
k) O sentir e aprender - “O que não se faz sentir, não se entende - dizia Dom Simón Rodríguez - , e o que se não entende não interessa.”
l) A criatividade - Todo ato pedagógico pode abrir espaços à criatividade, com o que ele acarreta capacidade de descobrir e de nos maravilharmos,
m) Toda aprendizagem é uma interaprendizagem - A frase foi cunhada também por Dom Simón Rodríguez. A chave disso passa pelo partilhado, pelo que pode ser aprendido pelos outros. Fica impossível a interaprendizagem quando se parte de uma desqualificação dos outros. É impossível aprender de alguém em quem não se acredita,
n) Não há pressa - Reconhecemos em muitas experiências educativas a neurose do curto prazo; tudo está planificado a fim de acumular dados em marchas forçadas. Um sistema semelhante busca produtos e não processos, fecha caminhos à reflexão e ao partilhar.
o) Todo ato pedagógico abre espaço ao imprevisível - Quando se parte das experiências dos participantes não é possível prever tudo, planificar até os mínimos detalhes. Há temas nascidos na caminhada, conceitos novos, experiências capazes de iluminar todo um leque de problemas.
p) A educação é um ato de liberdade - Não apenas como espaço para se sentir bem durante o processo, mas também como uma possibilidade de expressão, de comunicação e de crítica.
q) A educação é um ato de amor.


VII - BIBLIOGRAFIA
FAURE, Edgar et. all. Aprender a Ser. Madrid: Alianza Universidad UNESCO, 1973.
GUTIERREZ, Francisco e PRIETO, C. Daniel. Democracia y Comunicacion Alternativa. Santiago do Chile: La Piragua, CEAAL no 3, setembro, 1990.
PRIETO, C. Daniel. Diagnóstico de la Comunicacion. Quito:Cospal, 1985.
PRIETO, C. Daniel e CORTES, Eduardo. El Interlocutor Ausente. San Jose: RNTC, 1990.
RODRÍGUEZ, Simón. Critica de las Providencias del Gobierno. Obras Completas Caracas: Universidad Simón Rodríguez, 1975.
GUTIERREZ, F. e PRIETO, Daniel. A Mediação Pedagógica: Educação à Distância Alternativa. Campinas: Editora Papirus, 1991.


Data de publicação no site: 28/03/2005